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Fumante, diabético ou hipertenso pode fazer implante?

  • Foto do escritor: Dr. Evandro Osterne Filho
    Dr. Evandro Osterne Filho
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

"Eu fumo, será que posso fazer implante?" "Sou diabético, isso impede?" "Tenho pressão alta, é perigoso?" Essas três perguntas estão entre as que mais me fazem no consultório, e quase sempre vêm com um tom de quem já se conformou com um "não". A boa notícia: na maioria dos casos, a resposta é "sim, com cuidado". Vou explicar cada situação.

Fumante pode fazer implante?

Pode, mas com um alerta sincero. O cigarro não é uma proibição absoluta, e sim um fator de risco importante. Ele reduz a circulação na boca, atrapalha a cicatrização e aumenta a chance de infecção. Por isso, a taxa de falha de implantes em fumantes chega a ser cerca de duas vezes maior do que em não fumantes.

O que eu costumo combinar: parar de fumar pelo menos uma semana antes da cirurgia e manter a pausa por algumas semanas depois. Esse esforço faz diferença real no resultado. E, claro, quem aproveita para largar de vez ganha em tudo.

Diabético pode fazer implante?

Sim, desde que a diabetes esteja controlada. Essa é a palavra-chave: controle. Quem mantém a glicemia em níveis adequados costuma cicatrizar bem e ter ótimos resultados com implantes. O problema mora na diabetes descontrolada, com a glicose muito alta e oscilando, porque aí a cicatrização fica prejudicada e o risco de infecção sobe bastante.

Por isso, antes da cirurgia, eu trabalho junto com você (e às vezes com o seu médico) para garantir que a diabetes esteja sob controle. É segurança para os dois lados.

Hipertenso pode fazer implante?

Pode, com a pressão estabilizada. A preocupação aqui é com o controle da pressão no dia do procedimento, para evitar picos e sangramento. Quem segue o tratamento direitinho e mantém a pressão sob controle geralmente passa pela cirurgia sem problemas. Continue tomando seus remédios normalmente, a não ser que eu ou seu médico orientem o contrário.

O que une os três casos

  • Avaliação cuidadosa. Exames pré-operatórios e uma boa anamnese reduzem muito os riscos.

  • Controle da condição. Diabetes e pressão sob controle, e tabagismo reduzido ou pausado, mudam o jogo.

  • Acompanhamento próximo. Quem tem condição de saúde a controlar merece um acompanhamento ainda mais atento no pós.

  • Higiene impecável. Protege contra a peri-implantite, que é mais perigosa nesses perfis.

Perguntas frequentes

Preciso de liberação do meu médico?

Em muitos casos, sim, é prudente alinhar com o cardiologista ou endocrinologista. Isso deixa tudo mais seguro.

Se eu não conseguir parar de fumar, fico sem implante?

Não necessariamente, mas você precisa saber que o risco é maior. A gente conversa abertamente sobre isso antes de decidir.

Diabetes tipo 2 controlada atrapalha muito?

Controlada, costuma permitir bons resultados. O foco é manter a glicemia estável no período do tratamento.

Tem alguma dessas condições? Vamos avaliar com segurança

Ter diabetes, pressão alta ou ser fumante não precisa te tirar o direito a um sorriso novo. Agende uma avaliação para a gente planejar o seu caso com toda a segurança. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta nem oferece diagnóstico individual.

 
 
 

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